domingo, 16 de outubro de 2011

Lisergia da juventude #2: Projeto IV

Esta viagem é uma das minhas façanhas que o Marcinho mais gosta. Como eu consegui passar em projeto fazendo este tipo de coisa ainda é um mistério.

O projeto em questão era um conjunto habitacional com 20 casas. Estávamos no final do 2º ano de faculdade, e a maioria dos colegas estava tentando resolver um desenho de casa que pudessem replicar 20 vezes ao longo do terreno, solucionando o problema proposto na disciplina. Eu já estava tentando fazer outra coisa: experimentar com a complexidade do problema e fazer uso de computação para solucionar o projeto (não para representar o projeto).


A primeira insanidade mental foi estabelecer que eu iria fazer 20 casas completamente diferentes, e iria agrupá-las em uma massa de ferro e vidro, inteira com iluminação zenital. A segunda insanidade foi assumir que o projeto seria totalmente irregular, portanto o telhado de vidro seria igualmente irregular. Estabeleci o número arbitrário de 52 águas de telhado, e criei com auxílio de cálculo no CAD este telhado sem-noção, e sua estrutura.



Resolvida a estrutura do telhado e fazendo a seção das inclinações de forma que eu encontrasse o espaço residual com pelo menos 2 metros de altura, distribuí as residências de forma irregular cirando cada uma de uma forma diferente. Fiz questão de mobiliar todos os projetos para mostrar que, apesar de terem formas estranhas, eram todos perfeitamente usáveis.




Todas as residências eram térreas, mas ficavam no andar superior. No nível térreo ficava o estacionamento e as escadas para acesso a cada residência.

Não é preciso comentar que o projeto em si é dispendioso, impraticável, e inviável. É algo quase nonsense, já que não faz o menor sentido uma coisa dessas quando se pode viver confortavelmente com algo mais prático, barato e dentro das expectativas culturais do que seria uma residência... isto foi apenas uma experimentação e um desafio, já que meu professor, ao ver o partido que meu projeto estava tomando, duvidou que eu conseguiria resolver sequer o telhado.


Não só o telhado foi resolvido, como todo o resto. Cada espaço em cada residência foi projetado. Há casos curiosos como um lavabo de 1,5m x 1,8m com um pé direito de 4m de altura que eu provavelmente não faria se tivesse mais de 2 meses para construir o projeto.







2 comentários:

Valéria Fialho disse...

você já era maluco desde a mais tenra "infância" ... hehehehe ... 52 águas ?

serafini disse...

Lavabo com 4m de altura... Imagina o eco.