terça-feira, 1 de julho de 2008

Como fazer um Batman - Parte I

Inauguro hoje mais uma coluna semanal (ou não), onde falarei de criações, métodos e novidades no mundo dos actions e dos comics.
Porém, para começar, escolhi por falar de um assunto que entendo bem: como fazer um toy do Batman!

O "boneco", termo mais coerente com a terra brasilis, tinha como tema a arte do desenhista Michael Turner, famoso por exagerar as proporções anatômicas, criando um estilo próprio que tanto agrada quanto causa repulsa em alguns. De qualquer forma, como seu trabalho que envolvia o Batman era escasso, havia muita liberdade de criação de minha parte, e muita exigência interpretativa também, para criar um modelo original.

Aliás, com pesar digo que Michael Turner faleceu recentemente, dia 27 de junho de 2008, com apenas 37 anos, após 8 anos de luta contra um tipo raro de câncer que atinge a estrutura óssea.

O Conceito

Estes são alguns esboços de volumetria e anatomia que ajudam a "interpretar" o traço 2D em formas 3D. Neste caso, o mais complicado é manter as características originais pretendidas pelo desenhista, como formas dos músculos, expressões faciais e corporais, e até o modo como os planos e texturas se apresentam.

A execução


Estas foram algumas etapas da "construção" do modelo. O ponto de partida é a criação de um esqueleto de metal (arame), que dará a resistência e a sustentação para o modelo.

O material que gosto de trabalhar é a clay (um tipo de argila) que é dura como pedra à temperatura ambiente, mas que quando é esquentada amolece, sendo trabalhada com facilidade. No Brasil são comercializadas clays em diversas resistências pela DimClay, e não devem nada às importadas.

Existem duas técnicas de modelagem com clays: a aplicação e a retirada de material. Na aplicação são adicionadas camadas após camadas de massa, até atingir o volume pretendido. Já na retirada o processo é parecido com o ato de esculpir; ou seja, são retiradas quantidades de material de uma forma bruta, até obter a forma.

Pessoalmente, uso os dois, dependendo da situação, do volume, do apoio. O que interessa mesmo é o resultado, neste caso.

Continuando com as imagens, o modo mais fácil de modelar é obter o volume e posição final do corpo, e depois ir detalhando.

Neste post, paro por aqui. É assim que o Batman fica neste estágio. No próximo post falo sobre detalhes, moldes e replicagem.

Até logo, padawans!

7 comentários:

Silvio disse...

assim que se posta um tcc!!

ótimo!

Valéria Fialho disse...

Até que enfim o cara resolveu liberar este TCC !
É isso aí ... mostre o poder !

Bel disse...

Felipe, quero ver seu TCC!
Mas ver de perto, será que o Betão me empresta a cópia dele?!

serafini disse...

CARAMBA!
Parabéns!

Marcinho disse...

Trabalho cabuloso! Parabéns!!

Betão Fialho disse...

é isso aí, talento é talento o resto é conversa....
somado a isso o fato do orientador(eu) fazer apenas o que lhe é devido, ou seja , não atrapalhar e ficar enchendo o saco do coitado com vinte mil textos para tentar explicar o que já foi explicado ou dizer o uqe já foi dito....
o felipe é fera e espero que este seja o primeiro de muitos posts sobre o tema que ele domina
parabens nohair!

Alexandre Grazzini disse...

nussa! jah encomendei minha camiseta "telles is god" e vou abrir o fã club. pqp q animal!